quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pela criação da comissão permanente do direito ao consumidor




Nesta manhã participei na Câmara de Ananindeua de uma audiência pública com a concessionária de energia Rede Celpa. A falta constante do serviço e a dificuldade de contato com a concessionária de energia no município de Ananindeua foi a razão que motivou a realização da audiência. Em minha companhia estiveram participando da sessão parlamentares, autoridades políticas do município e representantes de órgãos de fiscalização que assistiram atentos a explanação da Rede Celpa de Energia.
No primeiro momento diretores e responsáveis técnicos fizeram uma explanação sobre os serviços prestados, investimentos e resultados alcançados e esperados. Hoje a Rede Celpa esta presente em todos os 144 municípios do Estado e possui cerca de 1,8 milhões de consumidores.
A maior dificuldade da Rede Celpa a meu ver hoje é melhorar a imagem da empresa aos consumidores, haja vista que reflete o desconforto dos usuários. O atendimento por telefone é ruim e péssimo e na loja é inexistente. Pior do que o serviço prestado é o atendimento ao cidadão. A Celpa deve uma resposta a todos.
Recebo constantemente no meu gabinete várias reclamações da energia prestada e há medidas que devem ser tomadas e algumas de caráter emergenciais. É importante observar como os trabalhadores da Celpa estão prestando o serviço na rua. Uma sugestão seria a criação de fórum que possa acompanhar e fiscalizar as ações da empresa. Precisamos também que seja criada na câmara uma comissão permanente que defenda o direito do consumidor para acompanhar os serviços, que a sociedade civil possa se organizar tenha união para cobrarmos, fiscalizarmos, pois já não é um problema individual e sim da sociedade.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Vereador da cultura também abraça a causa do esporte

 

Dando continuidade ao projeto domingueira esportiva, o vereador Pedro Soares (PT) participou no domingo (28) do projeto Domingueira Esportiva que dessa vez aconteceu no bairro do Curuçambá. O projeto visa proporcionar domingos mais animados com direito a muita diversão para adultos, jovens e crianças.

Vereador participa de inauguração com prefeito


Mais uma obra é entregue para o povo no município de Ananindeua. Nó último sábado (27) o vereador Pedro Soares (PT) esteve em companhia do prefeito municipal Helder Barbalho e outras personalidades políticas do município na inauguração da sala de música da Escola Geraldo Manso Palmeira, no conjunto Val Paraíso.



Na oportunidade várias pessoas estiveram presentes e parabenizaram por mais uma obra entregue. A parceria entre o legislativo e o executivo é primordial para que todos sejam beneficiados com a administração pública. Pois somente dessa forma, os vereadores indicando o que há de ser feito, e o prefeito executando é que se pode chegar a uma melhor qualidade de vida para a população.

Destaque Pai Ananin






No segundo domingo do mês de agosto é comemorado o dia dos pais. E a Câmara Municipal de Ananindeua não poderia deixar a data passar em branco. No último dia dois, pais vereadores ou que são funcionários do órgão foram homenageados com a comenda pai destaque Ananin.

Cada vereador na oportunidade homenageou três pais. Líder do PT na casa, vereador Pedro Soares homenageou seu pai Godofredo Leão, o ex secretário e militante do PT, Bira Diniz,e o dono do grupo de toada Ananindance, Cleito Pantoja. O vereador também foi homenageado pelas vereadoras Francy Almeida, Leila Freire e pela presidenta da casa, vereadora Ray Tavares. Na oportunidade o parlamentar parabenizou a todos pela data e falou da importância de ser pai no contexto atual.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ALUNO NOTA 10.


Nesta sexta-feira do dia 19/08/2011, no auditório PIO X, ocorreu a entrega da 2ª premiação do ALUNO NOTA 10. Mais de 300 alunos da rede municipal de Aninideua receberam medalhas, certicificados e prêmios pelo belissimo destaque no rendimento escolar do 2º bimestre, alcançando nota minima 8,0, e assim consagrado-se Aluno Nota 10 nas suas escolas. 

Unidade de Saúde Básica do ICUI GUAJARA


Entregamos no  ultimo sábado (20/08/11), para a população de Ananindeua a Unidade de Saúde Básica do ICUI GUAJARA, na Estrada do Icui, com meta de atender a cerca  de 12 mil pessoas. O atendimento será ambulatorial e domiciliar, feito por três equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), composta por médicos, dentistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários. Queremos que as ações das equipes junto à população não sejam apenas para tratamento, mas principalmente de prevenção.
Na unidade inaugurada, serão oferecidos serviços de vacinação, clínica geral, pré-natal, atendimento a pacientes hipertensos, diabéticos, atendimento a portadores de tuberculose, exame preventivo, assistência à saúde do homem, além dos atendimentos odontológicos como: extração, raspagem de tártaro, restaurações e pequenas cirurgias. Já inauguramos na nossa gestão 23 unidades de saúde, totalizando 43 postos em todo o município, além de mais 11 unidades básicas. Para atender a demanda, temos 92 equipes de Saúde da Família
 

PROCULTURA


MINISTÉRIO DA CULTURA
REPRESENTAÇÃO REGIONAL NORTE
Av. Governador José Malcher, 563  -   CEP: 66.035-100
Telefone: (91) 3224-1825 - Belém - Pará

 

CONVITE

A Representação Regional Norte/MinC, em parceria com a Fundação Cultural do Pará  Tancredo Neves, convida todos os produtores, artistas, parlamentares e público interessado a participar do Encontro “Diálogo Cultural”, que abordará o  Projeto de Lei nº 6722/2010, que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura.- Uma nova política cultural para o Brasil.
Certos de contar com a presença de todos, agradecemos antecipadamente.


Dia: 26/08/2011- 6ª Feira
Local: Cine Libero Luxardo – Térreo Centur
Horário: 14:30 as 17:30h
 
 
Atenciosamente,
 

DELSON LUIS CRUZ
Chefe da Representação Regional Norte / MinC

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FELIZ ANIVERSÁRIO

PARABÉNS companheiro CLEITO, QUE DEUS O ABENÇOE HOJE E SEMPRE, agradeço pela importante contribuição na luta da cultura do nosso municipio e do povo do PARÁ!

A MARCHA DAS MARGARIDAS

A marcha das mulheres trabalhadoras rurais recebeu o nome de MARCHA DAS MARGARIDAS em homenagem à ex-líder sindical, Margarida Maria Alves. Ela foi assassinada em 1983, na porta de sua casa, por latifundiários do Grupo Várzea, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba.

Margarida Maria Alves era Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, e fundadora do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. Ela obteve grande destaque na região por incentivar os trabalhadores rurais a buscarem na Justiça a garantia dos seus direitos protegidos pela legislação trabalhista. Promovia campanhas de conscientização com grande repercussão junto aos trabalhadores rurais que, assistidos pelo Sindicato, moviam ações na Justiça do Trabalho, para o cumprimento dos direitos trabalhistas, como carteira de trabalho assinada, 13º salário e férias.
Exemplo de luta e coragem
À época do assassinato de Margarida Alves, foram movidas 73 reclamações trabalhistas contra engenhos e a Usina Tanques. Um fato inusitado, em função da então incipiente democracia brasileira, e que gerou grande repercussão. Em conseqüência disso, Margarida Alves passou a receber diversas ameaças. Eram “recomendações” para que ela parasse de criar “caso” e deixasse de atuar no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
A despeito disso, Margarida Alves não escondia que recebia outras ameaças. Pelo contrário, tornava-as públicas, fazendo questão de respondê-las. Um dia antes de morrer, Margarida Alves participou de um evento público, no qual falou dos recados que vinha recebendo. Em seu último discurso, registrado em fita cassete, Margarida denunciou as ameaças que vinha sofrendo e disse que preferiria morrer lutando a morrer de fome.
Margarida se tornou um símbolo de força, de garra, de coragem, de resistência e luta. Um exemplo e um estímulo com grande força mobilizadora. Cada mulher trabalhadora rural se inspira em Margarida Alves para resistir, lutar contra as formas de discriminação e violência no campo, qualificar, mobilizar e participar das lutas por igualdade de gênero, por justiça e paz no campo. 
O espírito de luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais encontrado em Margarida foi o principal motivo de seu assassinato. Margarida não morreu, suas pétalas se espalharam e florescem a cada dia, se multiplicando num imenso jardim.
Trajetória histórica
Após a realização de três grandes marchas, as mulheres trabalhadoras do campo e da floresta retomam o amplo processo de mobilização para a construção da MARCHA 2011.
Em cada uma das três marchas, realizadas nos anos de 2000, 2003 e 2007, a plataforma política e pauta de reivindicações focalizou questões estruturais e conjunturais e aquelas específicas das trabalhadoras do campo e da floresta, todas buscando a superação da pobreza e da violência e o desenvolvimento sustentável com igualdade para as mulheres.
Resultados da Marcha das Margaridas – 2000/2003/2007
A Marcha 2000, realizada durante o governo FHC, teve um forte caráter de denúncia do projeto neoliberal, mas as trabalhadoras rurais também apresentaram uma pauta de reivindicações para negociação com o governo. Grande parte dessas reivindicações voltou a integrar a pauta das marchas seguintes, realizadas nos anos 2003 e 2007 sob o governo Lula, em que foram obtidas maiores conquistas.
Atualmente, após a realização de três grandes marchas, as trabalhadoras do campo e da floresta podem contabilizar algumas conquistas, embora haja muito por construir em termos de políticas estruturantes e políticas públicas para as mulheres.

Trabalho e Previdência Social
 
Conheça as principais conquistas das Marchas das Margaridas:
-    Documentação, acesso a terra, apoio às mulheres assentadas e políticas de apoio a produção na agricultura familiar
-    Criação do Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural – PNDMTR
-    Fortalecimento do PNDTR com ações educativas e unidades móveis em alguns estados
-    Titulação Conjunta Obrigatória – Edição da Portaria 981 de 02 de outubro de 2003
-    Revisão dos critérios de seleção de famílias cadastradas para facilitar o acesso das mulheres a terra
-    Edição da IN 38 de 13 de março de 2007 – normas para efetivar o direito das trabalhadoras rurais ao Programa Nacional de Reforma Agrária, dentre elas a prioridade às mulheres chefes de família.
-    Capacitação de servidores do INCRA sobre legislação e instrumentos para o acesso das mulheres a terra
-    Formação do Grupo de Trabalho (GT) sobre Gênero e Crédito  e a Criação do Pronaf Mulher
-    Criação do crédito instalação para mulheres assentadas
-    Declaração de Aptidão ao Pronaf  em nome do casal
-    Ações de Capacitação sobre Pronaf – Ciranda do Pronaf e Capacitação em Políticas Públicas
-    Inclusão da abordagem de gênero na Política Nacional de Ater e da ATER para Mulheres
-    Apoio ao protagonismo das mulheres trabalhadoras nos territórios rurais
-    Criação do Programa de Apoio a Organização Produtiva das Mulheres
-    Apoio para a  realização de Feiras para comercialização dos produtos dos grupos de mulheres
Manutenção da aposentadoria das mulheres aos 55 anos
Representação na Comissão Tripartite de Igualdade de Oportunidades do Ministério do Trabalho
Saúde
- Implementação do Projeto de Formação de Multiplicadoras(es) em Gênero, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos em convênio com o Ministério da Saúde
- Reestruturação do Grupo Terra responsável pela construção da política de saúde para a população do campo.
Educação
- Criação da Coordenadoria de Educação do Campo no MEC.
Enfrentamento à Violência
- Campanha Nacional de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres do Campo e da Floresta
- Criação e funcionamento do Fórum Nacional de Elaboração de Políticas para o Enfrentamento à – Violência contra as Mulheres do Campo e da Floresta
- Elaboração e inserção de diretrizes na Política Nacional de  Enfrentamento à Violência contra as mulheres voltadas para o atendimento das mulheres rurais
Em 2011, as margaridas marcham por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade. A Marcha tem ainda, as seguintes razões:
-    Denunciar e protestar contra a fome, a pobreza e todas as formas de violência, exploração, discriminação e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres;
-    Atuar para que as mulheres do campo e da floresta sejam protagonistas de um novo processo de desenvolvimento rural voltado para a sustentabilidade da vida humana e do  meio ambiente;
-    Dar visibilidade e reconhecimento à contribuição econômica, política e social das mulheres no processo de desenvolvimento rural;
-    Contribuir para a organização, mobilização e formação das mulheres do campo e da floresta;
-    Propor e negociar políticas públicas para as mulheres do campo e da floresta.
Eixos Temáticos – Plataforma política 2011
-    Biodiversidade e democratização dos recursos naturais – bens comuns
-    Terra, água e agroecologia
-    Soberania e segurança alimentar e nutricional
-    Autonomia econômica, trabalho, emprego e renda
-    Saúde pública e direitos reprodutivos
-    Educação não sexista, sexualidade e violência
-    Democracia, poder e participação política

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FESTIVIDADE DA TRANSFIGURAÇÃO ENCERRADO ONTEM.


Adesão do Pará à Independência: feriado foi criado há apenas 11 anos


O Pará esteve por quase um ano depois do grito às margens do rio Ipiranga sem grandes mudanças em relações à Coroa Portuguesa
O feriado da adesão do Pará à Independência do Brasil existe somente há onze anos e foi instituído pelo ex-deputado estadual Zeno Veloso, que propôs que todos os outros feriados estaduais fossem extintos a partir da sua vigência.

Uma medida "anti-feriadista", segundo o próprio autor. Para propor a matéria, Zeno inspirou-se na Lei Federal nº 9.093, de setembro de 1995, que obrigou os Estados a determinarem um dia para a comemoração da sua data magna.

A estrela solitária no círculo no azul acima da faixa branca com a inscrição positivista "Ordem e progresso" na bandeira Nacional é uma referência à adesão do Estado à Independência do Brasil em 15 de agosto de 1823. Para muitos, a data não tem um significado, mas se trata de um dos eventos históricos mais importantes e com consequencias trágicas como o massacre do "Brigue Palhaço" e uma série de revoltas que culminaram com a Cabanagem, em 1835.

O historiador e mestrando em História Social da Amazônia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) David Salomão afirma que, na época, início do século XIX, tanto a província do Pará quanto a do Maranhão tinham suas elites locais mais atreladas à Portugal do que ao resto da colônia. Ele comenta ainda que o episódio da "adesão" remete a um pacto pacífico entre os militares mandados por D. Pedro I e os que mandavam no Pará, quase todos de origem europeia.

"Mas, não foi bem assim. A ‘adesão’ não foi pacífica e levou a revoltas sangrentas, inclusive à tragédia do ‘Brigue Palhaço’, que poucos comentam, mas teve consequencias terríveis, com protestos por várias cidades até outubro de 1823", assinala.

O Pará esteve por quase um ano depois do grito às margens do rio Ipiranga sem grandes mudanças em relações à Coroa Portuguesa e só se integrou ao novo modelo depois da chegada do militar John Pascoe Greenfell. De imediato, um conselho com os ilustres da época foi convocado para deliberar sobre o assunto e horas depois ficou acertado que o Pará era parte do Brasil independente.

Ao contrário do que se pode pensar, a adesão do Pará à Independência do Brasil foi muito mais um movimento de manutenção da conjuntura da época: os portugueses que compunham a elite local permaneceram em seus cargos e privilégios. A manutenção do status desagradou grupos de nacionalistas. Dentre eles, o jornalista Felipe Patroni e o cônego e advogado Batista Campos, ambos fundadores de "O Paraense", no qual divulgavam suas posições políticas.

Revoltados com a composição da junta provisória de governo, após a adesão, os paraenses mandaram um documento aos donos do poder exigindo a demissão de todos os portugueses, militares e civis, a fim de inaugurar um novo momento político com maior participação de brasileiros em decisões importantes da província.

Depois do aviso, o grupo partiu para tomar o poder e desbancar os portugueses e uma coluna militar contrária à adesão exigiu a abertura das portas do depósito de armas portuguesas. Temendo consequências piores, os portões foram abertos. Assim foi feita a "limpeza" nos cargos públicos ocupados pelos lusos e Batista Campos foi colocado como novo presidente da junta governativa.

Na mesma noite do dia 16 de agosto, o militar Greenfell ordenou a prisão de todas os suspeitos de participar da revolta, sem distinguir classe social. Na manhã seguinte, para dar exemplo, escolheu cinco prisioneiros e mandou fuzilá-los no Largo do Palácio do Governo. Batista Campos foi capturado e colocado na boca de um canhão, que só não foi disparado por interferência de portugueses ligados ao poder local.

Os centenas de civis e militares presos na revolta foram trancafiados primeiro na cadeia pública da capital da província e depois encaminhados para o porão de um barco à vela, o brigue "São José Diligente", depois denominado de "Palhaço".

Os poucos sobreviventes do episódio contaram que o espaço mínimo jogou no desespero os quase 300 condenados e o calor insuportável os obrigou a pedir água. Quatro dias depois das prisões, os militares jogaram água direto da baía de Guajará dentro de um recipiente do porão, o que provocou mais tumulto. O medo de que a massa compacta de homens fugisse da embarcação transformada em cativeiro resultou em uma atitude drástica dos que tomavam conta do "Palhaço": tiros de fuzil e o lançamento de cal virgem no espaço que já era sufocante pela superlotação. Às 7 horas do dia 22, o porão do navio foi aberto e lá estavam 252 mortos e apenas quatro sobreviventes, sendo que apenas um, citado na história como João Tapuia, resistiu depois de sair do brigue.

Em outubro de 1823, o município de Cametá foi palco de uma rebelião contra o morticínio no brigue "Palhaço" e o episódio continuou ecoando em revoltas como as das vilas de Baião, Oeiras, Portel, Melgaço, Moju, Igarapé-Miri, Marajó, Abaeté, Muaná e muitas outras. O as mortes no brigue também compõe a lista de motivos que deram origem a um dos episódios mais violentos da história do Pará: a Cabanagem, revolta popular iniciada em 1835 e abafada de forma sangrenta cinco anos depois.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SESSÃO NA CÂMARA DE VEREADORES DEBATE A URGÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO DA DELEGACIA E VARA DE JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR.

com o objetivo de reivindicar a Delegacia Especializada e a Vara de Juizado de Violência Doméstica e Familiar para Ananindeua, conforme determina a Lei Maria da Penha.

Ao centro Presidenta da Câmara Vereadora Pastora Ray

 Contando com a presença de autoridades como a Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra, Promotora de Justiça Viviane Sobral, da Delegada da Divisão de Crimes Contra a Mulher Dra Alessandra Jorge, da Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de Ananindeua Luíza Sampaio e da representante da ONG MADA Graça Amorim que presta atendimento a mulheres vítimas de violência, a sessão foi extremamente produtiva evidenciando a necessidade destes órgãos no Município.

Delegada Alessandra Jorge
A delegada Alessandra disse que é altíssimo o índice de notificações de violência contra a mulher de Ananindeua registradas na delegacia de Belém. Em 2010 foram 1.200 casos e em 2011 já são 705 casos, na maioria lesão corporal e ameaça de morte. Há ainda violência psicológica e moral demonstrando assim a necessidade da Delegacia em Ananindeua.

Desembargadora Nazaré Saavedra
A Promotora de Justiça Viviane e a Desembargadora Nazaré Saavedra espantaram-se com a quantidade de inquéritos que contrasta com a de processos que segundo dados do Tribunal de Justiça apenas 597 processos de violência doméstica e familiar contra a mulher foram formalizados. A criação da Vara especializada em Ananindeua permite que os processos sejam agrupados e agilizados.
Promotora de Justiça Viviane Sobral
Algumas mulheres relataram em depoimentos a vivência como vítimas da violência ou como lideranças comunitárias relataram  que nos seus bairros há muitas ocorrências não são registradas porque muitas não têm como se deslocar até Belém e acabam desistindo.

Graça Amorim do MADA

A sessão contou ainda com presenças ilustres de educadoras e servidoras da área de saúde e da assistência social da Prefeitura, que relataram o quanto a violência contra a mulher afeta a família. Relatos nas escolas dão conta de quanto uma criança proveniente de um lar onde presencia a violência contra a mãe se torna agressiva e insegura. Nos Postos de saúde são muitos os atendimentos de mulheres agredidas não só fisicamente como emocionalmente que sentem vergonha e medo de revelarem a situação que passam. Nos CRAS também há o convívio diário com mulheres vítimas da violência muitas se submetem a situação de anos por terem dependência econômica e sentimental do agressor.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Saúde: NASF reforça atenção básica em Ananindeua



Participei sábado último em Águas Lindas da inauguração do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) de Ananindeua que disponibilizará à população Fisioterapia, Ginecologia, Fonoaudiologia, Clínica Geral, Pediatria, Oftalmologia e Assistência Social. Essa importante unidade de saúde pública irá beneficiar diretamente cerca de 80 mil pessoas. O NASF foi criado pelo Ministério da Saúde para apoiar o Sistema de Estratégia de Saúde da Família. O trabalho desenvolvido no núcleo fortalece e qualifica a atenção básica em saúde, além de dar continuidade ao atendimento oferecido à população por meio das equipes do Programa Saúde da Família (ESF). O importante é garantir que Ananindeua cumpra o seu papel no atendimento das necessidades da população. O NASF confirma que Ananindeua busca assegurar a dignidade no tratamento dos pacientes.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Celso Amorim substitui Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que votou em Serra em 2010 e não durou sete meses no governo Dilma
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, entregou na noite desta quinta-feira 4 a sua carta de demissão à presidenta Dilma Rousseff. A informação foi repassada à imprensa pela ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas.
O governo federal já tem o nome do substituto do agora ex-ministro: será o ex-chanceler Celso Amorim, atual colunista de CartaCapital. De acordo com o blog do Planalto, ele já aceitou o convite.
A troca no comando do ministério foi definida após a divulgação de uma entrevista concedida à revista Piauí na qual Jobim desferiu novas críticas gratuitas a colegas de governo. Na ocasião, ele classificou a ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti como “fraquinha” e declarou que Gleisi Hoffman (Casa Civil) “nem sequer conhece Brasília”.
Diante da nova demonstração de apreço ao governo, dias após declarar que votou em José Serra (PSDB) nas últimas eleições, a presidenta Dilma Rousseff mandou, no início da tarde, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) buscar o ministro Nelson Jobim em Tabatinga (AM), onde ele cumpria agenda. O avião o levou para Brasília, onde até mesmo as pedras da Esplanada dos Ministérios sabiam que já não havia clima para ele. Sua conversa com a presidenta durou três minutos. Foi a terceira baixa na equipe da presidenta em sete meses de governo. Antes dele já haviam deixado o Planalto os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes).
Desta vez, não adiantou a Jobim declarar, em sua visita à Amazônia, que a afirmação atribuída a ele, e alardeada durante todo o dia nos sites de política do País, estava fora de contexto. “O que nós comentávamos era o projeto de lei sobre informações sigilosas. Em momento nenhum fiz referências dessa natureza”, disse, pouco antes de embarcar no avião, pela última vez como ministro.
As declarações à revista Piauí foram as últimas de um verdadeiro festival de bobagens ditas pelo agora ex-ministro desde o começo do governo Dilma Rousseff.
A primeira aconteceu durante uma homenagem pública aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando Jobim citou Nelson Rodrigues para criticar o governo do qual fazia parte. “Ele (Rodrigues) dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”.
A segunda bateria do fogo amigo aconteceu em entrevista a um programa do portal UOL, no qual declarou ter votado em Serra nas eleições para a presidência em 2010, e não na atual chefe, Dilma Rousseff.
Nesta quinta estourou a polêmica da entrevista para a revista Piauí, que culminou, finalmente, com a sua demissão.
O substituto
O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, é diplomata e foi ministro de Relações Exteriores no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele trabalhou no governo de Fernando Henrique Cardoso e, de forma interina, no governo de Itamar Franco.
Amorim nasceu no dia 3 de junho de 1942, em Santos (SP). Formado pelo Instituto Rio Branco, em 1965, ele se pós-graduou na Academia Diplomática de Viena, em 1967.
Amorim não é o primeiro diplomata a assumir o Ministério da Defesa. O primeiro foi José Viegas Filho, que foi ministro de Lula, mas deixou o cargo por divergências com comandos militares. Viegas, na época, foi substituído pelo então vice-presidente, José Alencar, que acumulou as duas funções.
A atuação política de Amorim começou no PMDB, mas em 2009, durante o governo de Lula, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores. No governo de Lula (2003 a 2010) ele esteve à frente da política exterior.
No governo de Fernando Henrique, em 1995, Amorim chefiou a missão permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1999, ele assumiu a missão brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, Suíça. Em 2001, Amorim passou a embaixador brasileiro no Reino Unido.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Convite para um comício do Lula em 1989



Esta foi a 1ª foto dessa Referência Política, que me caiu às mãos em 1989 (convite para um comício, como podem ver, pelas anotações). Pois é. Guardei por tanto tempo, e agora devolvo a vocês, queridos companheiros, a foto agora, com o autógrafo do maior Presidente que esse País já conheceu : Luís Inácio Lula da Silva. Obrigada, Myrian pela coragem e empenho em adquirir a assinatura nessa relíquia, por ocasião do encontro dos Blogueiros em Brasília, neste ano, no final de maio.

Fonte: Esta imagem é do mural do Facebook da Aurora Conor. Muito legal a imagem.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fantástico mulher marcada para morrer recebe apoio de artistas.



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Lucro da Vale é o maior da história do país

Mais um recorde da Vale às custas dos estados ricos em minérios.
Mesmo com todos os problemas cambiais de curto prazo, não há lógica econômica que justifique mantermos a Lei Kandir para produtos não renováveis. O câmbio apreciado é em grande parte função das altas taxas de juros e da arbitragem por elas propiciada em um momento de baixo crescimento nos países industrializados. 
==
Do uol economia
lucro líquido da Vale de R$ 21,566 bilhões no primeiro semestre de 2011 é o maior da historia do país para o período entre as empresas com ações na Bolsa, superando o lucro da Petrobrás do primeiro semestre de 2010 (aproximadamente R$ 16 bilhões). Os dados são da consultoria Economatica.
Entre os 20 maiores lucros registrados na primeira metade do ano, quatro lucros são de bancos, nove da Petrobras e sete da própria Vale.

10 MAIORES LUCROS NO 1º SEMESTRE DE EMPRESAS COM AÇÕES NA BOLSA

PosiçãoNomeLucroAno
1ValeR$ 21,6 bilhões2011
2PetrobrasR$ 16 bilhões2010
3PetrobrasR$ 15,7 bilhões2008
4PetrobrasR$ 13,6 bilhões2006
5PetrobrasR$ 13,5 bilhões2009
6ValeR$ 10,9 bilhões2007
7PetrobrasR$ 10,9 bilhões2007
8PetrobrasR$ 9,9 bilhões2005
9ValeR$ 9,5 bilhões2010
10PetrobrasR$ 9,3 bilhões2003
  • Fonte: Economatica