sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Não haverá cortes no PAC e economia vai continuar crescendo, diz Dilma

A presidenta Dilma Rousseff declarou, nesta quinta-feira (27), durante o anúncio da doação de seis mil moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida para os desabrigados da região serrana do Rio de Janeiro, que o governo manterá o controle da inflação e que o país continuará crescendo. “Não negociaremos com a inflação e vamos manter a economia crescendo sistematicamente”, enfatizou.

Ela afirmou também que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não sofrerá cortes ou interrupção de verbas para que o governo federal atinja a meta de superávit primário.
"Nós não vamos, nós não vamos, vou repetir três vezes, nós não vamos contingenciar o PAC. Nós não vamos contingenciar o PAC", disse Dilma,referindo-se a um termo técnico usado para tratar de bloqueio de recursos.
Tema recorrente nos discursos da presidenta, a redução da desigualdade voltou a ser abordada por ela. “Um país só é, de fato, rico, se formos capazes de reduzir a desigualdade regional e a desigualdade social. Essa redução é uma combinação entre uma taxa determinada de crescimento econômico e políticas de governo”, explicou.
No evento, em um breve discurso, Dilma afirmou que tragédias como a do Rio de Janeiro, não podem voltar a acontecer. “Não podemos deixar que se repitam catástrofes dessa dimensão. Nós todos temos, hoje, ainda mais, conhecimento do que é necessário fazer para evitar isso”.
À noite, em Porto Alegre (RS), durante cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, Dilma classificou o genocídio nazista como “uma das mais lamentáveis violências do homem contra o homem na história da Humanidade”. Segundo a presidente, “o holocausto abriu no mundo uma determinada prática de trato do opositor político que consiste, em calá-lo, mas não apenas silenciá-lo ou derrotá-lo em uma guerra, trata-se de reduzi-lo, através da tortura, da dor e da morte lenta, como aquela praticada nos campos de concentração”. Assista.
Holocausto

Após cumprir agenda no Rio de Janeiro, a presidenta Dilma Rousseff foi a Porto Alegre (RS) participar da cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Na ocasião, a presidenta homenageou o povo judeu que, segundo ela, soube manter viva a integridade, por meio de uma resistência cultural e religiosa vibrante e insubordinável.
“O holocausto não é nem nunca será só um momento histórico. O holocausto abre no mundo uma determinada prática de trato do opositor político, que consiste em calá-lo, mas não apenas silenciá-lo, trata-se silenciá-lo através de sua redução a sub-humanidade, através da tortura, da dor e da morte lenta (…). Não se confunda o dever da memória com a passividade da simples lembrança. A memória expressa a firme determinação de impedir que a intolerância e a injustiça se banalizem no caminho da humanidade”, disse.
A presidenta Dilma lembrou que o povo brasileiro, endossado pela Constituição Federal e as legislações a ela associadas, rejeita qualquer tipo de discriminação e de preconceito e celebra a primazia dos Direitos Humanos sobre quaisquer outros direitos. A presidenta foi clara ao reafirmar o compromisso de seu governo como um incansável defensor desse valores de igualdade, dignidade humana e respeito aos direitos humanos.
Em seu discurso, a presidenta lembrou as seis milhões de vítimas do holocausto e declarou que não é mais possível que o mundo aceite o ódio, a xenofobia e a intolerância. Segundo ela, o Brasil é exemplo pela diversidade de seu povo e a convivência pacífica e harmônica no território nacional.
A presidenta lembrou que desde 1948 o país defende junto à ONU a paz no Oriente Médio e reafirmou que o Brasil continuará pensando na paz e negociando pela paz e pelos direitos humanos, guias de seu governo.
“Nós não somos um povo que odeia, que respeita o ódio. Eu tenho a honra de dar continuidade a um governo que lutou nos últimos oito anos pela afirmação da paz, em especial no Oriente Médio (…). Nós acreditamos que é nosso dever não compactuar com nenhuma forma de violação dos direitos humanos em qualquer país, inclusive o nosso”, disse.

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